É,vózinha...já faz um mês.

 

Quando você se foi eu não consegui lhe dedicar um post,porque não queria nem sequer lembrar do que aconteceu,inconformada com seu enorme sofrimento.

Mas,como não se pode entender o inquestionável,resta aceitar os fatos e agradecer pela sua existência. Agradecer pelos longos 80 anos de dedicação,humildade,generosidade e fé que você viveu. Agradecer pelos cuques,pelas sopas que só você sabia fazer,pelos inúmeros xaropes de todas as folhas do seu quintal,mas que eram “tiro e queda” pras tosses incontroláveis;pelos virados de feijão no café da manhã,pelas balas e doces que nunca podiam faltar,por suas orações e pelos abraços apertados (aliás,bem apertados) que nos dava toda vez que nos via.

 O que realmente nos deixa feliz é saber que você viveu cada segundo de sua vida. Foi uma ótima benzedeira, madrinha (qts afilhados hãn?), mãe, avó, sogra, amiga. Com seu jeito ingênuo e sincero de ser, ás vezes assustava as pessoas; que,com o tempo, a conheciam melhor e descobriam a pessoa maravilhosa que você era.

Agora,você deve estar em algum lugar,cuidando dos ditchos e ditchas que estão por aí, ensinado polonês a todos os santos e,provavelmente,arrumando inúmeros outros afilhados. E,seguramente, está em paz;com a certeza de ter cumprido sua missão.

 

“Mãezinha do céu,eu não sei rezar

Eu só sei dizer: Quero te amar.

Azul é seu manto,branco é seu véu.

Mãezinha eu quero te ver lá no céu...”

 

 

 

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Meu Perfil
BRASIL, Sul, CURITIBA, Mulher, de 20 a 25 anos, apaixonada por teatro
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